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  • crisschittini
  • 27 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

PANC é um acrônimo criado pela nutricionista Irany Arteche, em 2008, para contemplar o termo Plantas Alimentícias Não Convencionais criado por Valdely Kinupp em sua tese de doutorado.


Parece um baita mistério, mas te juro que não é! Vou primeiro conceituar de forma livre e simples e depois vou apontando detalhes, importâncias e curiosidades. Bora Lá!


PANC diz respeito a comercialização, então é toda planta ou parte de planta, que é comestível, ou processos de beneficiamento, que não se encontram para vender igual a um alface ou farinha de trigo. Simples né?! Agora vamos para os detalhes. No que diz respeito às plantas, as PANC podem ser plantas ruderais que são comumente chamadas de daninhas, ou plantas nativas, plantas exóticas de fácil manejo, podem ser plantas ancestrais, plantas que ainda estão estudando seu potencial alimentício, pode ser parte de plantas convencional (folha de chuchu, palmito de bananeira, cambuquira de abóbora, etc), ou seja, é como disse antes, é toda planta ou parte de planta que não se encontra para vender por aí igual a um alface.


A parte linda desse conceito é a quase infinita possibilidade de nos alimentarmos fora das agarras do sistema alimentar hegemônico. A boniteza está em comer planta do seu jardim, do seu quintal, de uma coleta urbana...uma comida barata, realmente acessível e infinitamente mais nutritiva que as plantas convecionais que encontramos nos mercados carregadas de biocidas.


As PANC muitas vezes são plantas ancestrais e que foram silenciadas em detrimento de plantas exóticas convencionais. São plantas que podem agregar o mix de produtos do produtor rural, são plantas de baixo custo para a merenda escolar, para as suas refeições diárias, para seu café ou restaurante. Elas são possibilidade de resistência e (re)existência! É soberania alimentar! Olha só que glória!


Eu seria capaz de escrever páginas sobre elas, mas deixo para outros posts e para a minha dissertação de mestrado. Bora continuar ligado nos posts que vou contar mais!




 
 
 
  • crisschittini
  • 27 de jul. de 2021
  • 1 min de leitura

Esse biscoito é a coisa mais linda! É pra concordar, tá?!


Não vou mentir, a gente se inspirou em uma outra pessoa lá nas gringas. Mas nós adaptamos a receita e demos nosso toque especial.


A receita é tradicional mineira, mas ao invés de usarmos essência de baunilha, nós usamos uma essência feita por minha mãe com sementes de nêspera daqui de casa. E vou te falar, infinitamente mais soborosa e mais saudável que essas essências de mercados.


As flores são do nosso quintal. Somos nós que plantamos, zelamos por elas, protegemos das formigas e do frio e colhemos.


Esse biscoito é pra lá de artesanal! São decorados um a um, com muito cuidado e amor.






 
 
 
  • crisschittini
  • 27 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura


Vou te contar que esse biscoito é quase um sonho realizado. Juro! Desde o momento que eu comecei a fazer uso das PANC de forma convencional na minha casa e via meu filho pequeninho comendo PANC que uma beleza, eu dizia pra mim: Preciso de um produto para bombar nas bocas das crianças!


Quando comecei a pensar na possibilidade de abrir uma agroindústria, antes mesmo da pandemia, passei a fazer vários testes de receitas e cismei, empaquei, na ideia de um biscoito povilho sequinho, crocante, colorido e delicioso. Quem não gosta de um biscoito polvilho? Eu não sou mineira, morei muitos anos no Rio de Janeiro me esbaldando de biscoito polvilho na praia, e esse biscoito em Minas é tradição. Eu tinha um compromisso comigo mesma de conseguir. E eu e a Solange conseguimos!


Depois de muitos testes, conseguimos chegar na nossa receita linda e diva! O polvilho é orgânco certificado. Para a cor verde usamos folhas frescas de ora-pro-nobis (PANC), a cor rosa é feita com beterraba ralada e para a cor azul usamos o leite de jenipapo verde (PANC), que nada mais é que a fruta verde batida com o leite de vaca daqui do nosso curral.



A ora-pro-nobis faz parte da cultura alimentar de muitos mineiros, gera muito desejo de consumo àqueles que buscam uma alimentação variada e equilibrada nutricionalmente, sendo que é muito conhecida pela sua riqueza em proteína vegetal. Aqui eu estou usando a Pereskia aculeata, ou como eu chamo, a ora-pro-nóbis de flor branca. Essa variedade pode-se comer as folhas cruas ou cozidas, assim como suas flores e seus frutos. Tenha muito cuidado porque possuem muitos espinhos. Suas folhas possuem mucilagem, são levemente carnudas, não possuem muito amargor quando cruas, quando cozidas o sabor é bem similar ao espinafre.


O uso das PANC deixa os nossos biscoitos hiper nutritivos e saborosos!


Prova e me conta!




 
 
 

Nossa Equipe

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Cris Schittini

Sou uma nova rural apaixonada por PANC. Depois de ter trabalhado com Moda durantes anos, larguei tudo e vim para o meio rural. Aqui aprendi a cultivar e a identificar PANC do quintal. Sou gastrônoma, com especialização em Gestão gastronômica e hoteleira e mestranda em Educação Ambiental pela UFJF.

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Solange Freitas

Sou rural de vida inteira. Cultivar alimentos faz parte da minha história, cozinhar comida boa no fogão a lenha é meu cotidiano. Algumas PANC fazem parte da minha memória, e hoje acrescento outras tantas na minha cozinha. A vida me ensinou tudo o que sei e agora compartilho com vocês.

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© 2021 por Cris Schittini. Criado orgulhosamente com Wix.com

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